Era uma vez uma rapariga apaixonada que cagava borboletas e comia cigarros de Whisky cor-de-rosa que saiem dos buracos das paredes ensaguentadas, que assistiram àquela chacina inútil, do qual morreram asfixiados em pêlo de gatos homossexuais comedores de bolachas góticas com sangue. Depois foi ouvir Quim Barreiros à noite, ouviam-se os gritos desesperados à procura de uma saída daquele labirinto feito pela pila gigante do Big Foot que dava nós apertados no café, a lerem poemas de Kerouac e a beberem sangue dos cálices amaldiçoados pelos deuses antigos. Sonhando com a imortalidade do pénis monstruoso da Inês que afugentava todos os dragões e vampiros gays que andavam com pochetes amarelas às bolinhas que brilhavam no canto escuro na sala secreta do castelo peludo e amarelo onde o pinguim fritava ovos à noite à luz da lua despida, só com a tanga à tigresa. A seguir vestiu os calções de ciclista que caiu daquela montanha gigante e sobreviveu sem grandes peidos vaginais dos quais o cigarro ria e falava enquanto a girafa dizia: "Vou dar uma cabeçada na parede como o Sid e depois sexo". Abraçaram-se e adormeceram. Acordaram e fumaram uma maçã que o homem das cavernas violava incessantemente enquanto ela caçava gambuzinos na auto-estrada às 2 da manhã sem fazer bombas para destruir meio mundo, em busca do seu dominio mundial e o E.T. perguntava-se se seria possível existir um donut tão profundo que a Lúcia ficou emocionada. Foi ao talho, foi a razão para o Joãozinho ter ido ter ido à procura de uma puta com sida. Entretanto, o Dalai Lama segue a sua viagem em busca de gelados de café. De manhã, a Lúcia fugiu para a casa arruinada pelo incêndio que engolio por completo a floresta inteira. Num certo dia, a rapariga apaixonada pôs um anúncio na net que dizia: "Foda-se! Mas queres que eu diga o quê?" E basou, dirigindo-se ao Hotel onde se encontrava a sua amante secreta onde a menina estrábica guardava o cadáver do pinguim apaixonado e de repente foi a trás de uma árvore e voltou sem calças porque estava farta da vida que levava. Decidiu viajar para um país nórdico e quente que se situava no pólo sul do planeta asiático onde alguém com fósforos maiores que os dela e a seguir acendeu o charuto que estava quase a acabar. Bebia o rum do seu balão cheio de odor a quiffs e de repente aparece o anúncio das Farmácias Portuguesas.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Estufa Fria
Dentro de uma estufa de vidro
Ferrugem corroi o metal.
Poucos sao os vidros que se encontram intactos...
Estilhaços...
Não há flores, e as plantas murcharam.
Mas há frascos atrás de frascos, atrás de frascos
De fetos mortos.
As moscas voltaram.
Cuidam dos ovos, que dormem no berço que é em todo o lado,
em cada espaço, em cada humano abortado.
Monstruosidade. Delicado acto inesperado e impensado.
Amaldiçoado feto amado inconveniente e imaculado.
... e "O Senhor esteja convosco" ...
Larvas."Nada se perde, tudo se transforma". Somos larvas.
O que mais haverá para além de larvas?...
"Não matarás"
Amor aos vermes...
Tubos de ensaio fazem a decoração
...
E lembro-me que num dia de sol
Viu-os tirarem os ossos do caixão...
Vermes.
Só o conheci já em pó.
Mas fui lá, como quem vai dar um passeio ao parque,
Numa tarde em que deveria ter brincado com os amigos imaginarios.
Demasiado nova para perceber.
Mas agora recordo-me,
Como se tivesse sido ontem,
O primeiro encontro com a Morte, sem me comprometer.
Mas não devia estar aqui, foi um engano.
Não vou convalescer.
Neste meu submundo profano,
Em breve vou apodrecer.
"Se eu soubesse"... "Se"... Vermes...
Tarde de mais.
Tantas vezes a mascara foi colocada...
Que agora ficou colada.
E aqui na estufa fria cheira a podre ...
Publicada por Children of the korn à(s) 20:40 0 comentários
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Passado
Tento esquecer tudo, apenas perdoando. Mas a culpa que lhes retirei, guardo-a em mim. E fico sempre mais pesada. Deixo tempo e oportunidades passarem e nada muda. Sufoco, morro lentamente, e cada vez que me julgo completamente morta sinto mais dor. É dificil expressar-me quando sempre me incentivaram a fazer o contrário. Fico apática e escondo tudo por trás de um sorriso.
Sempre pensei que fosse uma fase. Mas agora sinto-me num túmulo do qual se tornou impossível sair. Já não sei se sou assim, ou se sou o que era antes. Já nem o luto por tudo expresso, está agora só dentro de mim. Não tenho casa. Nem tão pouco sei o que isso significa...
Publicada por Children of the korn à(s) 22:03 0 comentários
...
Lembro-me de em tempos me pedires para que te falasse, quando te encontrasse no meio da multidão e fossemos um para o outro perfeitos desconhecidos.
Esse dia chegou. Olhei para ti com desprezo, esquecendo que em tempos te toquei e te amei. Tu... tu nem olhaste. Tentei afastar-me o mais rápido que pude, fazendo parecer que eras apenas mais uma cara no meio de outras. Passei despercebida por trás de sombras, sabendo que acompanhavas cada movimento meu. Corri sem me preocupar com o que me rodeava esquecendo que havia chão para pisar. Tanto andei que acabei por cair literalmente a teus pés. Foi só aí que parei, com a sensação de lucidez com que se acorda de um sonho. Apenas olhaste de soslaio, com a expressão de um fidalgo olhando para um servo. Não me levantaste nem deste uma mão para me segurar. Senti-me doente. Fraca, deitada numa poça de lama entre pessoas. O teu corpo dizia "acontece" com um gozo contido que não mostraste em nenhum instante. Levantei-me enrubescida sem saber o que fazer. Em seguida desapareceste. E só ficou a esperança de que voltasses para me sarar as feridas.
Publicada por Children of the korn à(s) 22:01 0 comentários
Adeus
Só quando abri a porta lembrei-me que já lá não estavas. Ainda tinha o cheiro. Cadáveres doces putrefactos, com ligeiro toque de chá preto. Uma agradável combinação para nunca esquecer. Não levaste a velha boneca de trapos, pois ela ainda permanece no canto mais escuro, com aquele sorriso assombrado, no seu jeito mais melancólico.
Abri a janela, pois lá fora estava uma luz e tudo era claro. Mas quando entrou tornou tudo mais turvo, como que nevoeiro que trespassou o quarto. Estranha luz aquela que ainda mais dificulta a visão das coisas. Tudo ficou numa cor estranha. Abri o armário e vi a minha roupa, que enegreceste, não havia nenhuma cor. Ainda bem. Agora não conseguiria suportar nem acreditar nesses contos de fadas. Sou uma descrente. Sou uma herege, como alguém me chamou. Não interessa, essa foi a tua herança, a que me deixaste. Olhei um pouco mais para a roupa e não me importei com a cor. A minha vingança foi ter enegrecido também um pouco mais a tua.
Consigo sentir o cheiro de sangue coagulado no chão, o que me faz nascer morcegos no estomâgo. Também não importa... Aconteça o que acontecer seremos eternos.
Vi o tecto e reparei que tiraste as aranhas das teias... Obrigada.
No jazigo que é o meu coração, estás num caixão do lado direito, o primeiro a contar de cima. Pessoalmente, não gosto do cetim que escolheste.
Tropecei em várias coisas no chão do quarto, porque andava à procura de algo que tivesses deixado. Não encontrei. É pena.
Mas o que interessa é que foste embora.
(recordar é viver xD)
Publicada por Children of the korn à(s) 21:40 0 comentários




